Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Algo me diz

Que o senhor anda equivocado. Alguém se oferece para explicar ao senhor que não está a candidatar-se a PM?
Ainda ontem o candidato fazia uma pergunta à populaça de Faro. Queria o Sr. saber porque é que Espanha crescia a 3,5% ao ano e Portugal estava parado.
Aqui vai a resposta.
Meu caro Professor:
Enquanto em Portugal se gastaram 10 anos de milhões em autoestradas e piscinas para amigos, em Espanha esses 10 anos foram gastos no investimento e modernização empresarial, as autoestradas fizeram-nas nos 10 anos seguintes e os amigos dos governantes fizeram as suas piscinas com o seu próprio dinheirito.
Já agora, os Espanhóis não tiveram um PM que tenha fugido para Bruxelas nem um PM palerma.
Está explicado ou quer que lhe faça uns bonecos assim tipo croqui?

A todos os outros que não o Professor deixo eu uma pergunta:

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Alegre Cavaqueira

Que noite de enfado.
Que serão sonolento.
Ver aqueles dois bons amigos só me fez adorar o meu sofá. Quente, fofo, alegre até por me envolver em suas espumas dengosas.
O País deprime-se, o País agacha-se, o País encolhe-se e aqueles dois divertem-se numa noite fria de Outono a conversar, calmamente, pausadamente, desinteressadamente, desinteressantemente sobre tudos, sobre nadas.
Dei por mim a achar que mais valia estar a gramar com as parvoíces, exageros e desmesuras do Louçã.
Dei por mim a pensar que se aquele homem, que tanta esquerda arroga, vale apenas aquilo mais valia estar a pescar lampreias numa qualquer barragem do Mondego ou à janela da sua casa de veraneio ali para os lados de Águeda, de calça arregaçada, gritando impropérios contra o presidente da Câmara, do Governo, da Madeira. Sei lá, a qualquer um que não tenha dito ao S. Pedro que, de cada vez que manda chuva, lhe inunda a calça. Eu até gostei do último livro que li, de autoria do Dr. Alegre, mas nesta triste noite senti-me um cão abandonado, um cão sem dono, um cão no sofá olhando duas cadelas na TV em contorcionismos mais ou menos pornográficos e reveladores da real valia das cadelas. Nada vale mais que uma imagem, apenas uma sondagem.
Bem, quanto ao outro, pelo menos teve o condão de não me causar nenhuma indisposição estomacal o que, tendo em conta a feijoada pretérita que com todo o gosto devorei minutos antes, poderia provocar chuva da grossa. Seria uma pena, lá ia inundar a varanda do Dr. Alegre de novo.
O outro tem a lição estudada. Cá para mim tem algum cordão atado nos ditos, com a célebre Maria do outro lado. Prontinha a dar-lhe cabo da fruta ao mínimo indício de irritação, crispação ou opinião mais recôndita e reveladora do seu real eu.
Está mais que visto, o senhor não vai falar quase nada, dirá muito pouco, não revelará uma migalha (não vá a dita resolver sair-lhe disparada pelos cantos da boca, sempre mal fechados e inundados da saliva) e sobretudo não comerá Bolo-Rei. Nunca. Cavaco abolirá o Bolo-Rei, como aboliu o Carnaval. O Bolo-Rei custou-lhe 10 anos. Terá entretanto aprendido a comer de boca fechada?
Ainda há esperança. Esperança que reside na capacidade estupidamente útil de Louçã fazer qualquer homem sério perder as estribeiras e revelar-se, sim será a primeira esperança.
A segunda virá com o Mário. 8 décadas de argúcia e perspicácia não têm dado frutos que se vejam. Mas cara a cara veremos o Mário de sempre. O Mário que fará este País levantar a cabeça e olhar em frente. O Mário que fará com que Cavaco volte a revelar-se e que a memória de muitos volte a avivar-se.
O Mário que será de novo Presidente desta nossa República.

Força Mário

Por ti, por nós e pela mesma razão de sempre: PORTUGAL!


Quarta-feira, Novembro 30, 2005

O início

Hoje levei com o Cavaco às 8 da matina na TSF.
Dei por mim ao volante, a desviar-me dos célebres perdigotos do senhor. Aquela perdigotagem insalubre, insana e incontrolável que lhe sai, como sempre saiu, pela boca.
Foi incontrolável.
Enjoei. Desde os cinco anos que não enjoava a andar de automóvel. As alucinações pararam. A má disposição não. Recordei de relance o túnel de memórias dos 10 anos de Cavaquismo.
Tive de parar. Bebi uma Pedras fresca sem nada ainda no bucho.
Fiquei enjoado de novo.


Bolas, o homem conseguiu estragar-me o dia.